sábado, 9 de março de 2013

Assuntos interessante sobre Obesidade


Estudo identifica hábitos que interferem em hormônios da obesidade

Dieta e exercícios regulam a produção de leptina e adiponectina

POR MINHA VIDA - PUBLICADO EM 08/03/2013
Epidemiologistas estimam que cerca de 80% das doenças mais comuns no mundo estão ligadas ao excesso de peso, à obesidade e ao sedentarismo. Não se sabe ainda por qual mecanismo, mas tais problemas desencadeiam alterações hormonais hoje consideradas as grandes responsáveis por favorecer o câncer, a hipertensão, o diabetes, entre outros problemas. Mas qual será a influência da perda de peso e da prática regular de exercícios sobre esses hormônios produzidos no tecido adiposo? Foi essa pergunta que deu origem a um estudo feito pelo National Center for Tumor Diseases (NCT) Heidelberg, na Alemanha.

Para a pesquisa, foram acompanhados três grupos com total de 439 mulheres na pós-menopausa durante um ano. O primeiro grupo foi submetido a uma dieta equilibrada; o segundo, à prática regular de exercícios e o terceiro, a mudanças tanto na alimentação quanto em relação a atividades físicas. Os especialistas avaliaram, então, os níveis de dois hormônios produzidos no tecido adiposo que têm grande impacto no metabolismo: a adiponectina, que potencializa o efeito da insulina, e a leptina, que pode promover o crescimento de células tumorais.

Os resultados mostraram que a produção de leptina diminuiu nos três grupos analisados, mas com maior impacto entre as mulheres que treinavam e tiveram a dieta alterada (cerca de 40% de redução). Os níveis de adiponectina, por sua vez, aumentaram significativamente no grupo que apenas reduziu a ingestão de calorias. Algumas das participantes chegaram a apresentar 20% de aumento na produção de adiponectina e redução de 50% na produção de leptina.

Para os autores, o estudo mostra como os hábitos de um indivíduo afetam sua saúde e pode ajudar a estabelecer novas diretrizes para recomendações médicas. A descoberta foi publicada online nesta terça-feira no German Cancer Research Center.

Hormônios também estão por trás da dificuldade de emagrecer
Metabolismo, fome e sensação de saciedade dependem diretamente da produção de hormônios em nosso organismo. A seguir confira os principais hormônios ligados ao peso e saiba quais condições podem inibir ou estimular sua produção:
  • Homem abrindo a geladeira - Foto Getty Images
  • Mulher comendo hambúrguer - Foto Getty Images
  • Mulher comendo sanduíche - Foto Getty Images
  • Homem comendo cereal - Foto Getty Images
  • Mulher comendo pimenta - Foto Getty Images
  • Mulher comendo salada - Foto Getty Images
  • Mulher em dúvida entre bolo e frutas - Foto Getty Images
 
 
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Homem abrindo a geladeira - Foto Getty Images

Leptina, o hormônio da fome

"Produzida no tecido adiposo, a leptina é um hormônio que inibe o apetite", aponta a endocrinologista Glaucia Carneiro, do ambulatório de obesidade da Unifesp. Ela é constantemente liberada no organismo, por isso não tem qualquer relação com a ingestão de alimentos. Em pessoas com obesidade, entretanto, o hormônio não consegue exercer seu papel. "Embora pessoas com esta condição produzam mais leptina, há resistência do organismo sobre sua ação, fazendo com que o paciente esteja sempre com fome", complementa.
Mulher comendo hambúrguer - Foto Getty Images

Insulina, o xerife do apetite

Basicamente, o papel da insulina é diminuir o apetite e baixar a glicemia, ou seja, retirar o açúcar do sangue. Mas a função deste hormônio produzido no pâncreas pode ser comprometida com uma dieta desregrada. "O aumento da oferta de glicose no sangue estimula a produção de insulina, mas com o ganho de peso decorrente da ingestão excessiva de comida, o organismo desenvolve resistência à ação desse hormônio", afirma a especialista Glaucia.
Mulher comendo sanduíche - Foto Getty Images

CCK, o regulador do apetite

"O hormônio colecistoquinina (CKK) é uma substância produzida no estômago e um dos sinalizadores que avisa o cérebro de que você está satisfeito", afirma o endocrinologista Henrique. Ele é liberado pouco tempo depois que você começa a comer. Mas, ao mesmo tempo em que é produzido, é destruído, fazendo com que certo tempo depois você sinta fome novamente.
Homem comendo cereal - Foto Getty Images

Grelina, o inimigo do jejum

A grelina é um hormônio que estimula o apetite. "Quanto maior o tempo de jejum, maior a produção desse hormônio", afirma a endocrinologista Glaucia. Ela começa a diminuir assim que você começa uma refeição. Em pessoas com obesidade, entretanto, há uma produção exagerada dessa substância, o que faz com que ela esteja sempre com fome. O endocrinologista Henrique complementa dizendo ainda que o hormônio é diretamente afetado pela realização da cirurgia bariátrica. "O procedimento retira o fundo gástrico, parte do estômago responsável pela produção de grelina, o que diminui a fome", diz.
Mulher comendo pimenta - Foto Getty Images

Tiroxina, o maestro do metabolismo

Hormônio da tireoide, a tiroxina atua no nosso metabolismo. "É ela quem dá o ritmo para aumentar ou diminuir o gasto energético", afirma o endocrinologista Henrique. Segundo ele, o equilíbrio desta substância no organismo é fundamental. Isso porque a falta (hipotireoidismo) ou o excesso (hipertireoidismo) podem trazer complicações, como insuficiência cardíaca ou infarto.
Mulher comendo salada - Foto Getty Images

GLP1, mais saciedade

O Glucagon-like peptide-1 ou GLP1 pode soar como um hormônio completamente novo, mas você provavelmente o conhece graças ao Victoza. Não é à toa que este medicamento, originalmente indicado para o tratamento do diabetes, seja receitado para pessoas que queiram emagrecer. "O GLP1, produzido no final do intestino, é responsável pela sensação de saciedade", afirma a endocrinologista Glaucia. Segundo a especialista, ele é naturalmente liberado no organismo 20 minutos depois do início da refeição. Por isso, uma característica comum de quem come rápido é sempre comer mais do que o necessário.
Mulher em dúvida entre bolo e frutas - Foto Getty Images

Endorfina, mais prazer nas refeições

Endorfina, mais prazer nas refeições A endorfina é responsável pela sensação de bem-estar e sua produção é estimulada principalmente pela ingestão carboidratos, afirma a especialista Glaucia. "Por isso muitas pessoas ficam tentadas a comer quando estão se sentindo deprimidas". O desejo de comer doces, especificamente, acontece porque esse tipo de alimento é rapidamente absorvido pelo organismo, ao contrário de uma massa, por exemplo.

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