sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

ENTREVISTA UNIÃO DE ESFORÇOS NO COMBATE À OBESIDADE



Escolhido para a presidência da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica para os próximos dois anos (2015-2016), o Dr. Josemberg Campos possui uma vasta formação acadêmica e atuação de destaque como pesquisador, professor e cirurgião bariátrico. 
Autor de livros em bariátrica e atual vice-presidente da SBCBM (2013-2014), Dr. Josemberg concedeu entrevista para o Boletim SBCBM e falou um pouco sobre a atuação à frente da Sociedade, o avanço da obesidade no mundo, normatização da cirurgia metabólica, ampliação e formação de novos centros de excelência, além do início do programa de registro nacional de dados em cirurgia bariátrica e metabólica.
Escolhido para a presidência da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica para os próximos dois anos (2015-2016), o Dr. Josemberg Campos possui uma vasta formação acadêmica e atua¬ção de destaque como pesquisador, professor e cirurgião bariátrico.
Autor de livros em bariátrica e atual vice-presidente da SBCBM (2013-2014), Dr. Josemberg concedeu entrevista para o Boletim SBCBM e falou um pouco sobre a atuação à frente da Sociedade, o avanço da obesidade no mundo, normatização da cirurgia metabólica, ampliação e formação de novos centros de excelência, além do início do programa de registro nacional de dados em cirurgia bariátrica e metabólica.
Dr. Josemberg Campos, novo presidente da SBCBM


Boletim SBCBM – O que o motivou a assumir a segunda maior sociedade bariátrica do mundo?
Dr. Josemberg Campos – O que mais me motiva é a percepção do crescimento da obesidade e o paciente do sistema público de saúde. Vivenciar a indulgência do obeso mórbido nos ambulatórios do SUS é algo realmente desafiador. Desde o tempo da residência médica, quando começamos a ver os primeiros casos, a doença não para de crescer e foi diante desse cenário que senti a necessidade de buscar novos conhecimentos e de desenvolver pesquisas nessa área. Em pouco tempo, passamos a observar os bons resulta¬dos obtidos com essa cirurgia, levando à melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Outro grande estímulo para presidir a SBCBM é a vontade de participar da criação de normas e da organização do sistema que envolve o governo e a sociedade, principalmente em relação à cirurgia metabólica, considerando a atual epidemia da diabetes.
Quais os planos e as perspectivas para a gestão na SBCBM nesses próximos dois anos?
J.C. – Vamos trabalhar na normatização da cirurgia metabólica, estimular a ampliação e a formação de novos centros de excelência no país e dar início ao programa de registro nacional de dados em cirurgia bariátrica e metabólica. Para isso, é fundamental que seja realizado um trabalho em conjunto com as sociedades afins, principalmente as de endocrinologia e de cirurgia. Visamos ainda concluir o processo de normatização da área de atuação em cirurgia bariátrica, além de buscar reconhecimento nacional e possibilidade de melhoria dos honorários. Vamos implementar políticas para atrair outros profissionais que trabalham com obesidade.
Na sua opinião, o que deve ser feito para que mais pessoas tenham acesso à cirurgia bariátrica aqui no Brasil?
J.C. – Temos que trabalhar junto ao Governo Federal para ampliar os programas de prevenção e tratamento da obesidade. De todas as cirurgias bariátricas do Brasil, aproximadamente 6% são realizadas no setor público, sendo muito importante aumentar esse quantitativo por meio de incentivo do governo para a criação de centros especializados em bariátrica, priorizando os pacientes que têm comorbidades e principalmente distúrbio metabólico. A realização de mutirões de cirurgia bariátrica no setor público seria uma medida em curto prazo para solucionar essa grande demanda.
Há uma mobilização em todo o mundo voltada para o combate à obesidade, porém os índices só aumentam. Na sua opinião, o que pode estar errado?
J.C. – A doença é multifatorial e por isso se faz necessário intensificar o trabalho no combate aos diversos fatores predisponentes à obesidade, visando uma maior conscientização da população. A mudança do estilo de vida e a criação de um ambiente antiobesidade devem ser enfatizados como determinantes na prevenção e no tratamento dessa doença em longo prazo, incluindo o período após a cirurgia.
Dentro deste cenário, como evitar a banalização da cirurgia bariátrica?
J.C. – Inicialmente, devemos seguir com rigor as normas estabelecidas no país para a indicação da cirurgia bariátrica, priorizando a existência de doenças associadas. Outro fator importante é considerar a avaliação dos diversos profissionais nesta indicação. Em um primeiro momento, é fundamental estimular o paciente a mudar o estilo de vida, informando que a cirurgia é uma alternativa terapêutica associada à manutenção de uma vida saudável, considerando que a obesidade é uma doença crônica.
A cirurgia bariátrica cresceu 300% nos últimos dez anos aqui no Brasil. Quais os motivos dessa ascensão?
J.C. – Três fatores podem ter impulsionado este cresci¬mento. O mais importante foi o aumento da obesidade, um problema não só do Brasil, mas de todo o mundo. A falta de novas e eficazes alternativas no tratamento da doença e o adequado resultado da cirurgia bariátrica também contribuíram para essa ascensão.
Existe algum prognóstico para os próximos dez anos?
J.C. – Considerando que é baixa a probabilidade da indústria farmacêutica criar medicamentos eficazes contra a obesidade nos próximos anos, a cirurgia bariátrica e metabólica continuará sendo uma das alternativas mais eficientes no combate à doença. Esperamos que medidas governamentais globais sejam disseminadas visando à conscientização da população. É fundamental a criação de um ambiente saudável difundido em todo o mundo para que não tenhamos um prognóstico sombrio. Se isso não ocorrer, provavelmente haverá aumento na incidência de pacientes obesos e com distúrbios metabólicos. Isto, certamente, levará à perda dos avanços conquistados com a Revolução Industrial, tais como o aumento da expectativa de vida da população.
Uma mensagem do próximo presidente para os asso¬ciados.
J.C. – Após a participação em diretorias anteriores, estamos preparados para ficar à frente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Trabalharemos para promover a ampliação e a qualificação científica dos profissionais de todas as especialidades envolvidas, o que resultará na melhoria da qualidade de vida do nosso paciente. Finalmente, me coloco à disposição de todos os membros para discutirmos e trabalharmos para o desenvolvimento e fortalecimento da SBCBM.
Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica • 5
Novas Diretorias (2015-2016) SBCBM
Presidente: Josemberg Marins Campos (PE)
Vice-Presidente: Claudio Corá Mottin (RS)
Secretário: Marcos Leão Vilas Boas (BA)
Segundo Secretário: Antônio Carlos Valezi (PR)
Tesoureiro: Alexandre Amado Elias (SP)
Segundo Tesoureiro: Mauricio Emmanuel Gonçalves Vieira (RJ)
COESAS
Presidente: Alessandra Coelho (SP)
Vice-Presidente: Andrea Levy (SP)

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