sábado, 2 de abril de 2011

Cirurgia Bariatrica por video

Cirurgia Laparoscópica

Sobre a Cirurgia Laparoscópica



Meus amigos!!!

As informações abaixo é para quem tem medo dessa cirurgia e acha que nunca irá realizá-la como eu pensava, portanto extrai essas informações do site de cirurgia vídeo laparoscópica e a todos que interessar é muito válido ler, pois foi esse procedimento que submeti e estou maravilhada, indico a todos que necessite, coragem...





A cirurgia vídeo laparoscópica surgiu por volta de 1980 e rapidamente revolucionou o mundo da cirurgia.

O tempo médio de cirurgia varia entre 2h e 2h30. Sob anestesia geral, começa com uma agulha transportando gás medicinal (dióxido de carbono) para a cavidade abdominal, a fim de criar espaço para o procedimento cirúrgico. São feitas duas incisões de 0,5 cm e quatro de 1 cm no abdome, os portais de trabalho. Através de um pequeno orifício de 5 a 12 mm é introduzida uma fibra ótica no interior do abdome acoplada a uma vídeo-câmera, que transmite a imagem de dentro da cavidade para um monitor. Pelos outros orifícios são introduzidas as pinças e outros instrumentos com os quais se executa a cirurgia.
O novo estômago tem capacidade de 30 a 50 ml, ou 4% a 5% do estômago normal. Em seguida é feito um corte no intestino delgado para fixá-lo ao novo estômago (anastomose gastrojejunal). Já a reconstrução do trânsito intestinal se dá via um "Y" (formato adquirido pelo intestino delgado) de Roux, permitindo que as secreções gástricas, biliares e pancreáticas se encontrem com o alimento no ponto onde ocorre a absorção normal do intestino, a 120 cm da anastomose gastrojejunal.

Indicação Cirúrgica

Quem já tentou todas as dietas milagrosas, se submeteu a exaustivos tratamentos, sabe das dificuldades e sofrimentos encontrados. A cirurgia bariátrica tem se mostrado uma técnica de grande auxílio na condução clínica de alguns casos de obesidade. São candidatos ao tratamento cirúrgico (cirurgia bariátrica) os pacientes com IMC maior que 40 Kg/m2 ou com IMC maior que 35 Kg/m2 associado a outras doenças, como hipertensão arterial, dislipidemia (gordura alta no sangue), diabetes e apneia do sono.
A seleção de pacientes requer um tempo mínimo de cinco anos de evolução da obesidade, além de histórico de falhas do tratamento convencional realizado por profissionais qualificados.

Pré- Operatório

Começa pela avaliação do paciente pela equipe multidisciplinar.
Na avaliação clínica, são realizados exames cardiovasculares e respiratórios, além de exame clínico completo.
A avaliação nutricional consiste em medidas de peso, da distribuição e do percentual de gordura corporal do paciente, bem como do seu padrão alimentar. Também orienta como serão as futuras fases da dieta.
A avaliação psicológica poderá sugerir o acompanhamento psicoterápico no pós-operatório, para garantir uma boa adaptação à nova condição, facilitando a fundamental re-educação alimentar do primeiro ano após a cirurgia. A internação ocorre às 6 horas e a cirurgia começa às 7 horas.


Pós – Operatório

Após a cirurgia, sempre executada por laparoscopia, sem abrir o abdômen, o paciente é encaminhado ao quarto, sem drenos (não há UTI na rotina).
Quatro horas depois é estimulado a caminhar, a fim de evitar a embolia pulmonar.
Após seis horas tem início a dieta líquida, com de 30 a 50 ml a cada meia hora.
No dia seguinte, o paciente recebe alta após ser reavaliado pela equipe e terá à disposição os telefones de todos, para que atravesse o processo com o mínimo de estresse.
Como nos primeiros 15 dias o estômago ainda não está cicatrizado, o consumo continuará restrito a líquidos e, dependendo da atividade, o paciente já pode voltar ao trabalho.
Nos 30 dias seguintes, é permitido ingerir cremes, sopas e purês, na dieta pastosa.
Posteriormente, ocorrerá a introdução de alimentos sólidos.
No primeiro ano, o acompanhamento clínico e nutricional é trimestral, com realização periódica de exames, suplementação de vitaminas, minerais, fibras e proteínas.
As mulheres estão aptas a engravidar a partir de 18 meses após a cirurgia.
No primeiro ano, 70% do emagrecimento é resultado da cirurgia e 30% depende do paciente. A partir do segundo ano ocorre o inverso: 30% cirurgia e 70% paciente, o principal responsável pelo sucesso da intervenção.



Acompanhamento Clínico e Psicológico

O paciente receberá orientações para melhor se adaptar à nova vida, sem prejuízos à saúde.
Ao invés do esforço e do sacrifício, o paradigma do emagrecimento passa a ser calcado na satisfação alimentar.

A terapêutica cirúrgica com o acompanhamento psicológico, viabiliza de forma contundente, a troca da culpa alimentar pelo prazer de nutrir-se. O registro de saciedade precoce se transforma em uma nova realidade, o que facilita a desconstrução psicológica da auto imagem de “glutão insaciável”. É uma oportunidade única para se tornar um gourmet!

Riscos

Risco real da cirurgia


Em de 5% a 8% dos pacientes operados pela equipe ocorre um estreitamento na junção do novo estômago com o intestino, a anastomose gastrojejunal. Durante o ato cirúrgico, a anastomose é calibrada com uma sonda de 12 milímetros.  Entre 30 e 40 dias após a cirurgia, esses pacientes apresentam uma dificuldade em evoluir da dieta líquida para a pastosa e, muitas vezes, passam a ter dificuldade de digerir até mesmo a dieta pastosa. Esses casos são encaminhados a endoscopistas que provocam a dilatação da anastomose através de balão pneumático.


É um procedimento sem cirurgia ou internação, no qual 5% ainda têm de ser submetidos a uma nova dilatação.

Riscos de complicações imediatas

A mais grave complicação é a fístula intestinal, vazamento de algum líquido do estômago ou intestino para o interior da cavidade abdominal. O resultado é um quadro de peritonite (infecção do peritônio), que pode levar à septicemia (infecção do sangue). O risco foi minimizado porque a equipe passou a reforçar a sutura por cima das zonas de grampeamento. Se no início de cada 300 operados 16 sofreram o problema, hoje a precaução reduziu para 1 (um) entre outros 300 a incidência de fístula.
Outro vilão da cirurgia bariátrica é a embolia pulmonar. Na cama, o paciente obeso represa o sangue, o que o torna sujeito a desenvolver trombose nos membros inferiores. Ou pode ainda liberar um êmbulo (fragmento de trombo) que corre pelas veias e entope o pulmão (embolia pulmonar). A embolia também não ocorre com a equipe, porque o paciente sai do leito após cinco horas do pós-operatório.

Riscos de complicações tardias

Uma das complicações mais freqüentes é a estenose, que pode ocorrer em 5% a 8% dos pacientes. Caracteriza-se pelo 'estreitamento' na junção do novo estômago com o intestino (na anastomose gastrojejunal), observada pela dificuldade para a ingestão de alimentos sólidos, normalmente entre 30 e 40 dias após a cirurgia. Nestes casos, é indicada a realização de uma endoscopia com dilatação. Não há necessidade de cirurgia ou internação.

Dicas pós-operatórias

Evitar a volta do peso

Os casos de reganho costumam ocorrer a partir do segundo ano após a cirurgia entre os que não mudam seu estilo de vida, o que inclui hábitos alimentares saudáveis, refeições mais lentas e conscientes, melhor mastigação e prática de exercícios físicos. Os que seguem essas orientações dificilmente terão problemas.
O acompanhamento psicológico tem se mostrado importante no controle da ansiedade diante do novo. Será então possível se reposicionar na relação com os alimentos, pacificando seu olhar, pacificando seu paladar que se tornará mais seletivo e gratificante. Estar diante do alimento deixa de ser estar diante do perigo, ao contrário, é estar diante da principal fonte de vida que temos. Neste processo o paciente se afasta do padrão alimentar anterior (quantidade valendo mais que a qualidade do alimento), onde a fome passa a ser o registro de uma necessidade que será contemplada e que nada tem a ver com a “cabeça de gordo”.

Outro aspecto importante se refere a gerar uma motivação adequada para a superação do sedentarismo. È hora de ser criativo, para encontrar a atividade física que seja mais eficaz respeitando as diferenças de cada paciente.

Balão intragástrico

Aqueles que não têm indicação para a cirurgia bariátrica podem recorrer ao Balão Intragástrico (BIB). Trata-se de um balão de silicone, com válvula lisa radiopaca e cateter de introdução, preenchido com solução salina e azul-de-metileno estéreis. O balão desinsuflado é introduzido por via endoscópica, procedimento realizado em clínica sob anestesia geral, por 20 minutos, seguidos de 2 horas de repouso. Após a introdução, o balão é dilatado até preencher o fundo gástrico. Também indicado para os pacientes obesos que precisam perder peso antes da cirurgia, ele provoca uma sensação de saciedade que ajuda a emagrecer. O balão só pode permanecer no estômago por seis meses, quando será retirado também por endoscopia. 

Solução para a diabetes

A equipe participa de pesquisas realizadas junto a instituições universitárias, que prometem trazer extraordinários resultados também para os pacientes diabéticos não obesos. Como 20% dos obesos operados são diabéticos, descobriu-se que a doença pode ser curada com tratamento cirúrgico antes mesmo dos pacientes começarem a perder peso. "Isso vai abrir perspectivas fantásticas para os diabéticos", antecipa Dr. Paulo Athayde. 
Cirurgia plástica
Após a drástica perda de peso, pode ser indicada a cirurgia plástica, depois de 18 a 24 meses da cirurgia bariátrica. O paciente poderá escolher entre quatro diferentes profissionais indicados pela equipe para realizar o procedimento complementar. 

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